O trabalho psicoterapêutico com adolescentes é desafiante, pois existe uma fronteira muito difusa entre o que é uma adolescência normal exacerbada e uma adolescência patológica, visto que é uma fase de turbulência psicossocial e de grandes conflitos com a família.

A adolescência é um processo de formação da identidade e de teste do mundo externo. Nessa fase, a segurança e a integridade física ou psicológica são ameaçadas, o adolescente não consegue fazer reflexões sobre suas atitudes em relação ao mundo, é um ser reativo e não reflexivo.

As muitas mudanças físicas, psicológicas e sociais que o adolescente tem que enfrentar são rápidas e profundas, em abruptos intervalos. O resultado dessa etapa da vida é a falta de diálogo, a agressividade, os desencontros e despreparos na procura de soluções para essas situações complicadas e delicadas, vivenciadas pelas famílias.

 O papel do psicólogo é auxiliar o adolescente a identificar a crise, a angústia produzida nele e na sua família; elaborar projetos de vida e alternativas de escolhas mais adequadas.

O Holons entende que é de grande importância, para a psicoterapia de adolescentes, o contato do terapeuta com sua família, para esclarecer as possíveis fantasias, colher informações, mobilizar a família para o ponto de vista do adolescente, assim como também estipular condutas e regras que deverão ser seguidas pelos pais, para o bom resultado do processo psicoterapêutico.