A fase da vida que se inicia aos 65 anos de idade comumente é marcada por sentimento de isolamento e solidão, resultado do afastamento social e da rara convivência com filhos e parentes. O idoso que restringe seu relacionamento interpessoal diminui a enriquecedora troca de informações, produção de insight motivacional, elaboração de sentimentos e emoções, importantes para a convivência com seu mundo interno. Alem do isolamento, essa fase da vida é marcada também pela fragilidade orgânica de corpo físico, pelo medo da morte e pelas consequências do luto vivenciado com a perda de pessoas próximas. Todos esses fatores merecem relevância e atenção.

A psicoterapia na terceira idade possibilita que essas questões sejam nomeadas e elaboradas, reduzindo angústias e aprimorando a qualidade de vida da pessoa que busca a psicoterapia. O tipo de trabalho a ser realizado dependerá da condição clínica do idoso e das diferentes abordagens terapêuticas. Normalmente, os objetivos que podem ser atingidos são:

a)    alívio sintomático e adesão ao tratamento medicamentoso;
b)    adaptação às mudanças da vida;
c)    aceitação de uma situação de maior dependência;
d)    desenvolvimento da capacidade de falar sobre si próprio e sobre seus problemas;
e)    alívio de sentimentos relacionados à insegurança;
f)     melhora da autoestima;
g)    aprimoramento dos recursos de comunicação.

A participação da família no processo psicoterapêutico é fundamental, principalmente nos casos de pessoas com mais idade ou com maior comprometimento físico afinal, a família é base estruturante da personalidade.